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Planejamento de Gestão de Dados para Pesquisa Aberta e Reprodutível / Open Research Bulletin

Planejamento de Gestão de Dados para Pesquisa Aberta e Reprodutível / Open Research Bulletin

À medida que o volume e a complexidade dos dados de pesquisa aumentam, os pesquisadores se beneficiam de abordagens claras e práticas para o armazenamento, a segurança e o compartilhamento de dados. Este artigo descreve os elementos fundamentais de um PGD eficaz, os erros a serem evitados e como os PGDs viabilizam a Pesquisa Aberta por meio do compartilhamento responsável de dados e da preservação a longo prazo. Também destaca ferramentas e recursos de apoio disponíveis para ajudar os pesquisadores a criar PGDs que sejam úteis durante todo o projeto e além dele.

#GestãoDeDadosDePesquisa

Disponível em: https://www.journals.sussex.ac.uk/index.php/openresearchbulletin/article/view/437

Sindicato da Lancet anuncia a primeira greve da história por questões salariais da equipe / Retraction Watch

Sindicato da Lancet anuncia a primeira greve da história por questões salariais da equipe / Retraction Watch

Esta é a primeira greve nos 200 anos de história da revista The Lancet . A Elsevier foi obrigada a reconhecer o sindicato, uma filial da União Nacional de Jornalistas (NUJ, na sigla em inglês), em setembro de 2025, e o acordo coletivo de trabalho foi finalizado em fevereiro. Como parte da ação, o sindicato, que representa 110 funcionários em diversas funções em várias das 30 revistas da The Lancet , também está convocando seus membros a se recusarem a trabalhar horas além do que foi contratado.

As negociações sobre salários e apoio aos trabalhadores começaram em março, quando o sindicato solicitou um aumento salarial de 7,5% no primeiro ano. De acordo com uma carta aberta do sindicato, os salários dos trabalhadores não acompanharam a inflação, deixando-os “substancialmente em pior situação do que há cinco anos, apesar de sua crescente especialização e responsabilidades”.

A Elsevier rejeitou a solicitação do sindicato e ofereceu um aumento de 4,1% no primeiro ano e de 2,9% no segundo. As negociações acabaram fracassando e, em 4 de setembro, os membros votaram com 94,5% de aprovação à greve. (…)

Apesar da falta de crescimento nos salários dos funcionários, a Elsevier, empresa controladora da revista médica, registrou um lucro operacional ajustado de 1,04 bilhão de libras, ou US$ 1,39 bilhão, em 2025, com uma margem de lucro de 38% – a maior entre as quatro maiores editoras acadêmicas. Não está claro qual a contribuição específica das revistas do The Lancet para o orçamento total. No entanto, as taxas de processamento de artigos do The Lancet quase dobraram nos últimos anos, passando de US$ 5.000 em 2020 para US$ 9.550 em 2026, com outras revistas do The Lancet também aumentando suas taxas de processamento.

#Elsevier #Sindicatos #OligopólioCientífico

Disponível em: https://retractionwatch.com/2026/09/16/lancet-journals-national-union-journalists-strike-over-staff-wages/

A perspectiva teórica do tratamento temático da informação / Informatio

A perspectiva teórica do tratamento temático da informação: contribuições por meio da revisão narrativa da literatura / Informatio

Com especial atenção à organização da informação e do conhecimento, observadas distintas nomenclaturas e compreensões procedimentais nesse entorno do TTI, oriundas de difere ntes países, Guimarães (2008) sistematizou a concepção de três correntes teóricas, a saber: catalogação de assunto (Estados Unidos), indexação (Inglaterra) e análise documental (França). Compreende – se, nesse cerne explorado pelo autor , o caminhar de uma pe rspectiva devotada ao procedimento catalográfico, seguida pelo estabelecimento de índices temáticos e, finalmente, de procedimentos e metodologias visando analizar os documentos para representar seu assunto. Complementarmente, tais matrizes fundaram import antes intervenções sobre o conteúdo documental. Dal’Evedove e Fujita (2012) mencionam tais perspectivas como vertentes de pensamento em TTI. Esse conjunto de conhecimentos que caracteriza o tratamento temático da informação (Oliveira, Grácio, Martínez – Ávila, 2020) segue em curso. Outras perspectivas e associações têm agregado à sua compreensão.

#TratamentoTemáticoDaInformação

Disponível em: https://informatio.fic.edu.uy/index.php/informatio/article/view/627

Acesso e visibilidade científica de países africanos: um estudo sobre possíveis estratégias para a criação e implementação de políticas com foco nos países da África lusófona / PPGCI – UFSC

Acesso e visibilidade científica de países africanos: um estudo sobre possíveis estratégias para a criação e implementação de políticas com foco nos países da África lusófona / PPGCI – UFSC

Nas plataformas Scimago Journal & Country Rank, African Journals Online e Ranking Web of Universities, instituições como a Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, e a Universidade de Alexandria, no Egito, lideram as classificações das melhores universidades do continente em fatores de impacto, abertura e presença em bases de dados internacionais. Semelhantemente, a Nigéria, o Quênia e o Marrocos possuem números de repositórios de acesso aberto consideráveis no Global Directory of Open Access Repositories e no Directory of Open Access Journals. Em contraste, as universidades e os periódicos de países de língua portuguesa seguem com baixa presença, e o número de periódicos e repositórios recuperados nessas bases também é reduzido. Diante disso, o estudo destaca a necessidade de que os países da África de língua portuguesa adotem estratégias e iniciativas que visem promover mais acesso às produções acadêmicas e científicas, além de incentivar a criação e a indexação de repositórios e periódicos de acesso aberto em bases de dados internacionais.

#Ciência #África #ProduçãoCientífica

Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275130

Quem ganha a corrida da atenção quando a informação é um produto fragmentado? / Obervatório de imprensa

Quem ganha a corrida da atenção quando a informação é um produto fragmentado? / Obervatório de imprensa

Quando vemos veículos adotando práticas de produção e distribuição ao lado de criadores, ou mesmo influenciadores estruturando suas próprias redações, estamos testemunhamos a busca por um ecossistema da distribuição de informação sustentável diante de tamanha fragmentação e desconfiança. As redações se oxigenam com a linguagem e o vínculo humano que os criadores dominam. Já os criadores, frequentemente exaustos no moinho diário dos algoritmos, encontram na estrutura jornalística o rigor e a institucionalidade que funcionam como um backbone de credibilidade.

Para além de discutir sobre quem vai vencer a corrida pela atenção – até porque, como disse, não é uma disputa sobre pessoas – o que precisamos dar a devida atenção como profissionais da comunicação é o que vai sobrar da qualidade da informação quando a poeira das plataformas baixar. E talvez o nosso papel seja o de proteger o espaço onde a verdade e o contexto consigam coexistir, garantindo que tanto um vídeo curto, um grupo no zap ou uma revista impressa sejam parte de um ecossistema que fortaleça a democracia e o acesso à informação de qualidade.

#Jornalismo

via Observatório de imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/plataformas-digitais/quem-ganha-a-corrida-da-atencao-quando-a-informacao-e-um-produto-fragmentado/

Escolas com maioria negra têm pior infraestrutura e menos docentes com formação adequada / Porvir

Escolas com maioria negra têm pior infraestrutura e menos docentes com formação adequada / Porvir

Classe social e raça são outros dois marcadores sociais que se sobrepõem na experiência escolar de alunos negros, aprofundando as desigualdades vivenciadas por eles. A pesquisa analisou o índice socioeconômico em uma escala de 1 (menor) a 7 (maior). “Quando a gente olha para os estratos mais altos, 6 e 7, percebemos que eles são compostos predominantemente por escolas brancas. Conforme a gente vai chegando aos níveis socioeconômicos mais baixos, ocorre uma inversão”, destacou Cristina.

Nos estratos mais vulneráveis, a presença de escolas predominantemente brancas é insignificante. No nível 1, o levantamento não identificou nenhuma escola nesse perfil e, no nível 2, apenas 0,1%.

“Inversamente, nos níveis socioeconômicos mais altos, praticamente não temos escolas predominantemente negras. Essas desigualdades não são independentes, elas dialogam entre si”, disse.

#Escolas #Desigualdade #PopulaçãoNegra

via Porvir

Disponível em: https://porvir.org/escolas-maioria-negra-infraestrutura-formacao-docente/

Periódicos predatórios: práticas científicas questionáveis? / PPGCI – UFPB

Periódicos predatórios: práticas científicas questionáveis? / PPGCI – UFPB

O uso de periódicos predatórios configura-se como um fenômeno social e informacional que se manifesta em práticas acadêmicas institucionais e que, ao ser analisado a partir de padrões e tendências identificáveis, permite evidenciar repercussões e produzir subsídios analíticos para o enfrentamento da publicação predatória. (…) Constatou-se que o uso desses periódicos não é representativo da totalidade da produção científica da instituição, mas revela um fenômeno que merece atenção institucional. O estudo buscou compreender o comportamento de uso de periódicos que não asseguram práticas editoriais éticas e transparentes. Assim, se pode inferir que o uso de periódicos predatórios e a associação de seus pesquisadores a revistas dessa natureza podem comprometer a percepção pública sobre a credibilidade da instituição e da ciência produzida. As considerações finais reforçam que o enfrentamento desse fenômeno demanda ações educativas e institucionais, mais do que punitivas.

#RevistasPredatórias

Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/39142

12 recomendações para quem entra pela primeira vez em uma biblioteca já adulto / Julian Marquina

12 recomendações para quem entra pela primeira vez em uma biblioteca já adulto / Julian Marquina

1. Entre, mesmo que queira apenas dar uma olhada
2. Vá ao balcão e diga que é a sua primeira vez
3. Pergunte o que você pode fazer lá
4. Informe-se sobre como fazer a carteirinha
5. Aprenda apenas o básico sobre o catálogo
6. Não se limite a procurar livros
7. Pergunte antes de levar algo emprestado
8. Descubra a biblioteca também de casa
9. Confira a agenda de atividades
10. Observe como os espaços são utilizados
11. Peça recomendações sem medo
12. Volte uma segunda vez

#Bibliotecas

Disponível em: https://www.julianmarquina.es/recomendaciones-para-quien-entra-por-primera-vez-en-una-biblioteca-siendo-adulto/

Ninguém conserva algo que não sabe que existe / Informação Arquivistica

Ninguém conserva algo que não sabe que existe: práticas de arquivo e memória audiovisual na América Latina / Informação Arquivistica

A partir de um conjunto heterogêneo de iniciativas, tais como projetos de cinemas indígenas, arquivos comunitários, cinematecas regionais e festivais de cinema, este artigo propõe analisar as singularidades dessas práticas de arquivo audiovisual com o objetivo de investigar os deslocamentos conceituais, epistemológicos e materiais que elas introduzem em relação aos registros da memória audiovisual. Essas práticas propõem uma noção de “corpo-arquivo” (cuerpo-archivo), que faz viver aquilo que o arquivo colonial-moderno historicamente apagou ou excluiu.

#Arquivos #Preservação #PatrimônioAudiovisual #Memória

Disponível em: https://www.aaerj.org.br/ojs/index.php/informacaoarquivistica/article/view/240

Devemos entrar em contato com os autores para obter dados faltantes em uma revisão sistemática? / biblioGETAFE

Devemos entrar em contato com os autores para obter dados faltantes em uma revisão sistemática? / biblioGETAFE

Durante a extração de dados de uma revisão sistemática, é comum encontrar publicações que não fornecem todas as informações necessárias. Podem faltar características da população, detalhes da intervenção, resultados numéricos ou informações imprescindíveis para avaliar o risco de viés. Diante dessa situação, surge uma dúvida metodológica: é aceitável entrar em contato com os autores para solicitar esses dados? As informações obtidas por e-mail podem ser incorporadas à revisão? A resposta é afirmativa: entrar em contato com os autores fornece informações relevantes e é metodologicamente válido, desde que o procedimento seja sistemático, rastreável e transparente.

via biblioGETAFE

#RevisãoSistemática

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2026/09/17/debemos-contactar-con-los-autores-para-obtener-datos-faltantes-en-una-revision-sistematica/

A inteligência artificial impede as crianças de aprenderem? / School Information System

A inteligência artificial impede as crianças de aprenderem? / School Information System

Estudantes e crianças estão utilizando cada vez mais a inteligência artificial . Uma pesquisa realizada no ano passado pela Chegg, uma empresa de tecnologia educacional, revelou que 80% dos estudantes universitários de países desenvolvidos a utilizavam em seus estudos. Pesquisas mais recentes apontam para 94% na Grã-Bretanha e 93% na Alemanha.

Essa ampla adoção alimentou preocupações sobre o impacto que a tecnologia pode estar tendo na aprendizagem. Professores relatam corrigir redações idênticas que suspeitam terem sido produzidas em massa pelo ChatGPT. No entanto, evidências concretas sobre os efeitos da IA ​​na educação ainda são escassas.

(…) Os resultados são surpreendentes. Após seis meses, os alunos que utilizaram IA viram sua nota média nas tarefas de casa aumentar 18% em todas as disciplinas. O tempo gasto para concluir cada tarefa caiu de uma média de 64 minutos para 45. Mas, na época das provas, esses mesmos alunos obtiveram notas 20% inferiores às dos colegas que não contaram com a ajuda da IA. Antes, as notas das tarefas de casa previam o desempenho nas provas; agora, paradoxalmente, aqueles que obtêm as notas mais altas têm maior probabilidade de se sair pior nas provas.

#IA #SedentarismoCognitivo #Educação

Disponível em: https://www.schoolinfosystem.org/2026/08/19/does-ai-stop-children-from-learning/

Ver também: https://www.economist.com/graphic-detail/2026/08/18/does-ai-stop-children-from-learning

A leitura no mundo digital e os resultados do Pisa / Folha de S. Paulo

A leitura no mundo digital e os resultados do Pisa / Folha de S. Paulo

Os resultados de leitura, em geral, mostram um quadro preocupante. Segundo a OCDE, de 2018 a 2025 houve piora nas habilidades particularmente relevantes em um ambiente informacional cada vez mais digital: avaliar informações, fazer conexões entre múltiplas fontes e pensar criticamente sobre as mensagens que consumimos. Ao mesmo tempo, a parcela de “leitores precipitados” quase dobrou no período considerado. No contexto do Pisa, esse termo refere-se aos estudantes que leem às pressas e dão respostas rápidas, mas incorretas, para as perguntas sobre a leitura.

Em relação ao Brasil, o Pisa apontou que apenas 1% dos estudantes alcançaram excelência (nível 5 ou superior) em leitura. Nesse patamar, os adolescentes conseguem compreender textos extensos, lidar com conceitos abstratos ou contraintuitivos e distinguir fatos de opiniões com base em pistas implícitas relacionadas ao conteúdo ou à fonte da informação. A média da OCDE, de 6%, tampouco pode ser considerada alentadora. (…)

Em uma sociedade em que nunca foi tão fácil produzir, acessar e compartilhar informação, saber ler deixou de significar apenas compreender o que está escrito. Significa também saber perguntar quem escreveu, com que evidências, para qual finalidade, em qual contexto e por que aquela informação chegou até nós.

#Leitura #Pisa #Coinfo

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/a-leitura-no-mundo-digital-e-os-resultados-do-pisa.shtml