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Resultados do PISA 2025 (Volume I) / OECD

Resultados do PISA 2025 (Volume I) / OECD

Preparar os jovens para prosperar e liderar em um mundo em rápida transformação exige mais do que uma sólida proficiência acadêmica. À medida que o aprendizado ao longo da vida, o aprimoramento de competências (upskilling) e a requalificação profissional (reskilling) se tornam cada vez mais importantes, os estudantes precisam de motivação, autonomia e estratégias de aprendizagem que lhes permitam assumir o protagonismo de seu próprio aprendizado ao longo da vida. Os resultados do PISA 2025 mostram que essas dimensões do engajamento não apenas estão associadas positivamente ao desempenho dos estudantes, mas também se reforçam mutuamente. Essa relação também se reflete em tendências recentes: em muitos sistemas educacionais, quedas no desempenho acadêmico coincidiram com o enfraquecimento do engajamento dos estudantes. O relatório destaca ainda que os estudantes têm mais chances de sucesso quando sentem um senso de pertencimento, valorizam o papel da escola e aprendem em ambientes seguros, acolhedores e bem equipados. Relações sólidas com as famílias e os professores também desempenham um papel fundamental no apoio tanto ao engajamento quanto ao desempenho. Em conjunto, essas constatações ressaltam a necessidade de os sistemas educacionais adotarem uma abordagem holística da aprendizagem — uma abordagem que valorize tanto a proficiência quanto o engajamento e assegure que todos os estudantes tenham o apoio, as oportunidades e os recursos necessários para alcançar seu pleno potencial, na escola e além dela.

#Pisa

via OECD

Disponível em: https://www.oecd.org/en/publications/2026/09/pisa-2025-results-volume-i_5265bfb1.html

Pensar o antropoceno com o cu / Aedos

Pensar o antropoceno com o cu: políticas anais e a crise climática contemporânea / Aedos

A ideia de políticas anais surge como um remendo necessário nas genealogias dos estudos de sexualidade e de gênero, devido sobretudo a ausência do ânus, a um buraco teórico e conceitual nas narrativas críticas ao sistema sexo/gênero. Segundo Javier Sáez e Sejo Carrascosa, “não há nenhuma referência à importância do anal, à sua função reguladora sobre o normal e o patológico, nem sobre sua relação chave com a masculinidade e a feminilidade (Sáez; Carrascosa, 2016, p. 67).

Nesse sentido, pensar sexo e gênero, significa também pensar o cu.A política é anal porque o cu é um espaço político por definição, as regulações sobre o cu constroem a própria constituição do sujeito ou da humanidade do humano, é também pelo cu que se decide quem pode matar e quem pode ser morto, “na medida em que o sexo anal pode acarretar nada mais nada menos que a morte em oito países do mundo, e a prisão em mais de oitenta” (Sáez; Carrascosa, 2016, p. 73). O ânus é político e conforma também uma política, é um espaço fundante da naturalização da diferença sexual e da lógica cisheteropatriarcal, é um lugar “onde se articula discursos, práticas, vigilâncias, olhares, explorações, proibições, escárnios, ódios, assassinatos, enfermidades (Sáez; Carrascosa, 2016, p. 73).

#Antropoceno #Gênero #Ecologia

Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/140583

Planejamento de Gestão de Dados para Pesquisa Aberta e Reprodutível / Open Research Bulletin

Planejamento de Gestão de Dados para Pesquisa Aberta e Reprodutível / Open Research Bulletin

À medida que o volume e a complexidade dos dados de pesquisa aumentam, os pesquisadores se beneficiam de abordagens claras e práticas para o armazenamento, a segurança e o compartilhamento de dados. Este artigo descreve os elementos fundamentais de um PGD eficaz, os erros a serem evitados e como os PGDs viabilizam a Pesquisa Aberta por meio do compartilhamento responsável de dados e da preservação a longo prazo. Também destaca ferramentas e recursos de apoio disponíveis para ajudar os pesquisadores a criar PGDs que sejam úteis durante todo o projeto e além dele.

#GestãoDeDadosDePesquisa

Disponível em: https://www.journals.sussex.ac.uk/index.php/openresearchbulletin/article/view/437

Sindicato da Lancet anuncia a primeira greve da história por questões salariais da equipe / Retraction Watch

Sindicato da Lancet anuncia a primeira greve da história por questões salariais da equipe / Retraction Watch

Esta é a primeira greve nos 200 anos de história da revista The Lancet . A Elsevier foi obrigada a reconhecer o sindicato, uma filial da União Nacional de Jornalistas (NUJ, na sigla em inglês), em setembro de 2025, e o acordo coletivo de trabalho foi finalizado em fevereiro. Como parte da ação, o sindicato, que representa 110 funcionários em diversas funções em várias das 30 revistas da The Lancet , também está convocando seus membros a se recusarem a trabalhar horas além do que foi contratado.

As negociações sobre salários e apoio aos trabalhadores começaram em março, quando o sindicato solicitou um aumento salarial de 7,5% no primeiro ano. De acordo com uma carta aberta do sindicato, os salários dos trabalhadores não acompanharam a inflação, deixando-os “substancialmente em pior situação do que há cinco anos, apesar de sua crescente especialização e responsabilidades”.

A Elsevier rejeitou a solicitação do sindicato e ofereceu um aumento de 4,1% no primeiro ano e de 2,9% no segundo. As negociações acabaram fracassando e, em 4 de setembro, os membros votaram com 94,5% de aprovação à greve. (…)

Apesar da falta de crescimento nos salários dos funcionários, a Elsevier, empresa controladora da revista médica, registrou um lucro operacional ajustado de 1,04 bilhão de libras, ou US$ 1,39 bilhão, em 2025, com uma margem de lucro de 38% – a maior entre as quatro maiores editoras acadêmicas. Não está claro qual a contribuição específica das revistas do The Lancet para o orçamento total. No entanto, as taxas de processamento de artigos do The Lancet quase dobraram nos últimos anos, passando de US$ 5.000 em 2020 para US$ 9.550 em 2026, com outras revistas do The Lancet também aumentando suas taxas de processamento.

#Elsevier #Sindicatos #OligopólioCientífico

Disponível em: https://retractionwatch.com/2026/09/16/lancet-journals-national-union-journalists-strike-over-staff-wages/

A perspectiva teórica do tratamento temático da informação / Informatio

A perspectiva teórica do tratamento temático da informação: contribuições por meio da revisão narrativa da literatura / Informatio

Com especial atenção à organização da informação e do conhecimento, observadas distintas nomenclaturas e compreensões procedimentais nesse entorno do TTI, oriundas de difere ntes países, Guimarães (2008) sistematizou a concepção de três correntes teóricas, a saber: catalogação de assunto (Estados Unidos), indexação (Inglaterra) e análise documental (França). Compreende – se, nesse cerne explorado pelo autor , o caminhar de uma pe rspectiva devotada ao procedimento catalográfico, seguida pelo estabelecimento de índices temáticos e, finalmente, de procedimentos e metodologias visando analizar os documentos para representar seu assunto. Complementarmente, tais matrizes fundaram import antes intervenções sobre o conteúdo documental. Dal’Evedove e Fujita (2012) mencionam tais perspectivas como vertentes de pensamento em TTI. Esse conjunto de conhecimentos que caracteriza o tratamento temático da informação (Oliveira, Grácio, Martínez – Ávila, 2020) segue em curso. Outras perspectivas e associações têm agregado à sua compreensão.

#TratamentoTemáticoDaInformação

Disponível em: https://informatio.fic.edu.uy/index.php/informatio/article/view/627

Acesso e visibilidade científica de países africanos: um estudo sobre possíveis estratégias para a criação e implementação de políticas com foco nos países da África lusófona / PPGCI – UFSC

Acesso e visibilidade científica de países africanos: um estudo sobre possíveis estratégias para a criação e implementação de políticas com foco nos países da África lusófona / PPGCI – UFSC

Nas plataformas Scimago Journal & Country Rank, African Journals Online e Ranking Web of Universities, instituições como a Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, e a Universidade de Alexandria, no Egito, lideram as classificações das melhores universidades do continente em fatores de impacto, abertura e presença em bases de dados internacionais. Semelhantemente, a Nigéria, o Quênia e o Marrocos possuem números de repositórios de acesso aberto consideráveis no Global Directory of Open Access Repositories e no Directory of Open Access Journals. Em contraste, as universidades e os periódicos de países de língua portuguesa seguem com baixa presença, e o número de periódicos e repositórios recuperados nessas bases também é reduzido. Diante disso, o estudo destaca a necessidade de que os países da África de língua portuguesa adotem estratégias e iniciativas que visem promover mais acesso às produções acadêmicas e científicas, além de incentivar a criação e a indexação de repositórios e periódicos de acesso aberto em bases de dados internacionais.

#Ciência #África #ProduçãoCientífica

Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275130

Quem ganha a corrida da atenção quando a informação é um produto fragmentado? / Obervatório de imprensa

Quem ganha a corrida da atenção quando a informação é um produto fragmentado? / Obervatório de imprensa

Quando vemos veículos adotando práticas de produção e distribuição ao lado de criadores, ou mesmo influenciadores estruturando suas próprias redações, estamos testemunhamos a busca por um ecossistema da distribuição de informação sustentável diante de tamanha fragmentação e desconfiança. As redações se oxigenam com a linguagem e o vínculo humano que os criadores dominam. Já os criadores, frequentemente exaustos no moinho diário dos algoritmos, encontram na estrutura jornalística o rigor e a institucionalidade que funcionam como um backbone de credibilidade.

Para além de discutir sobre quem vai vencer a corrida pela atenção – até porque, como disse, não é uma disputa sobre pessoas – o que precisamos dar a devida atenção como profissionais da comunicação é o que vai sobrar da qualidade da informação quando a poeira das plataformas baixar. E talvez o nosso papel seja o de proteger o espaço onde a verdade e o contexto consigam coexistir, garantindo que tanto um vídeo curto, um grupo no zap ou uma revista impressa sejam parte de um ecossistema que fortaleça a democracia e o acesso à informação de qualidade.

#Jornalismo

via Observatório de imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/plataformas-digitais/quem-ganha-a-corrida-da-atencao-quando-a-informacao-e-um-produto-fragmentado/

Escolas com maioria negra têm pior infraestrutura e menos docentes com formação adequada / Porvir

Escolas com maioria negra têm pior infraestrutura e menos docentes com formação adequada / Porvir

Classe social e raça são outros dois marcadores sociais que se sobrepõem na experiência escolar de alunos negros, aprofundando as desigualdades vivenciadas por eles. A pesquisa analisou o índice socioeconômico em uma escala de 1 (menor) a 7 (maior). “Quando a gente olha para os estratos mais altos, 6 e 7, percebemos que eles são compostos predominantemente por escolas brancas. Conforme a gente vai chegando aos níveis socioeconômicos mais baixos, ocorre uma inversão”, destacou Cristina.

Nos estratos mais vulneráveis, a presença de escolas predominantemente brancas é insignificante. No nível 1, o levantamento não identificou nenhuma escola nesse perfil e, no nível 2, apenas 0,1%.

“Inversamente, nos níveis socioeconômicos mais altos, praticamente não temos escolas predominantemente negras. Essas desigualdades não são independentes, elas dialogam entre si”, disse.

#Escolas #Desigualdade #PopulaçãoNegra

via Porvir

Disponível em: https://porvir.org/escolas-maioria-negra-infraestrutura-formacao-docente/

Periódicos predatórios: práticas científicas questionáveis? / PPGCI – UFPB

Periódicos predatórios: práticas científicas questionáveis? / PPGCI – UFPB

O uso de periódicos predatórios configura-se como um fenômeno social e informacional que se manifesta em práticas acadêmicas institucionais e que, ao ser analisado a partir de padrões e tendências identificáveis, permite evidenciar repercussões e produzir subsídios analíticos para o enfrentamento da publicação predatória. (…) Constatou-se que o uso desses periódicos não é representativo da totalidade da produção científica da instituição, mas revela um fenômeno que merece atenção institucional. O estudo buscou compreender o comportamento de uso de periódicos que não asseguram práticas editoriais éticas e transparentes. Assim, se pode inferir que o uso de periódicos predatórios e a associação de seus pesquisadores a revistas dessa natureza podem comprometer a percepção pública sobre a credibilidade da instituição e da ciência produzida. As considerações finais reforçam que o enfrentamento desse fenômeno demanda ações educativas e institucionais, mais do que punitivas.

#RevistasPredatórias

Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/39142

12 recomendações para quem entra pela primeira vez em uma biblioteca já adulto / Julian Marquina

12 recomendações para quem entra pela primeira vez em uma biblioteca já adulto / Julian Marquina

1. Entre, mesmo que queira apenas dar uma olhada
2. Vá ao balcão e diga que é a sua primeira vez
3. Pergunte o que você pode fazer lá
4. Informe-se sobre como fazer a carteirinha
5. Aprenda apenas o básico sobre o catálogo
6. Não se limite a procurar livros
7. Pergunte antes de levar algo emprestado
8. Descubra a biblioteca também de casa
9. Confira a agenda de atividades
10. Observe como os espaços são utilizados
11. Peça recomendações sem medo
12. Volte uma segunda vez

#Bibliotecas

Disponível em: https://www.julianmarquina.es/recomendaciones-para-quien-entra-por-primera-vez-en-una-biblioteca-siendo-adulto/

Ninguém conserva algo que não sabe que existe / Informação Arquivistica

Ninguém conserva algo que não sabe que existe: práticas de arquivo e memória audiovisual na América Latina / Informação Arquivistica

A partir de um conjunto heterogêneo de iniciativas, tais como projetos de cinemas indígenas, arquivos comunitários, cinematecas regionais e festivais de cinema, este artigo propõe analisar as singularidades dessas práticas de arquivo audiovisual com o objetivo de investigar os deslocamentos conceituais, epistemológicos e materiais que elas introduzem em relação aos registros da memória audiovisual. Essas práticas propõem uma noção de “corpo-arquivo” (cuerpo-archivo), que faz viver aquilo que o arquivo colonial-moderno historicamente apagou ou excluiu.

#Arquivos #Preservação #PatrimônioAudiovisual #Memória

Disponível em: https://www.aaerj.org.br/ojs/index.php/informacaoarquivistica/article/view/240