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“Não era você que eu esperava, mas estou feliz por você ter vindo” / RCA

“Não era você que eu esperava, mas estou feliz por você ter vindo”: desconstruindo o capacitismo na biblioteca escolar / RCA

Assim, o objetivo deste trabalho é apresentar uma atividade educativa realizada a partir da história em quadrinhos “Não era você que eu esperava” como instrumento de inclusão para PcDs na escola. Com abordagem qualitativa, esse trabalho de natureza aplicada fez uso de uma pesquisa bibliográfica e documental. A partir da leitura compartilhada com uma turma do Ensino Fundamental II da obra de 2017 de Fabien Toulmé na biblioteca escolar – que adentrou organicamente as salas de aula – ficou evidente a importância da literatura para a desconstrução de capacitismos e ideias estereotipadas quanto às pessoas portadoras de Trissomia 21 e outras deficiências. Considerando o viés coletivo da educação inclusiva, os alunos envolvidos na atividade produziram murais acerca do que foi aprendido de modo a disseminar o conhecimento e construir uma escola e uma sociedade mais democráticas.

#MediaçãoDeLeitura #PessoasComDeficiência #Inclusão #Capacitismo #BibliotecasEscolares

Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rca/article/view/71965

Bibliotheca Alexandrina: grande decepção / Infohome

Bibliotheca Alexandrina: grande decepção / Infohome

São as mudanças sociais constantes e contínuas que alteram substancialmente as funções da biblioteca. A sociedade é determinante para a natureza da biblioteca que se tem, não importam circunstâncias temporais e espaciais. Isto reforça a relevância da biblioteca no avanço de um povo, ao mesmo tempo em que comprova a impossibilidade de se desvincular a história da biblioteca e da civilização. Ao relegar as transformações da sociedade contemporânea, endeusando ciência e tecnologia em detrimento da qualidade de vida dos cidadãos, a Bibliotheca Alexandrina revela as políticas públicas vigentes e contribui para o incremento do analfabetismo no Egito e para que significativa parcela da população continue no ostracismo. Afinal, segundo o Jornal do Brasil, o índice de analfabetos em território egípcio chega a 29,2%, com maior concentração nas áreas rurais.

Assim, em meio a tantas conjecturas, restam lembranças de uma biblioteca magnífica e inspiradora de gerações, agora, substituída por outra, localizada na Corniche da cidade de Alexandria, em rua costeira voltada para o mar Mediterrâneo, com aviso enganoso, que diz: “not just a library” [além de uma biblioteca], o que anuncia possíveis potencialidades. No entanto, a impressão que fica é a de que sua missão é adornar a cidade e incrementar a indústria do turismo… E só…

#HistóriaDasBibliotecas

Disponível em: https://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=1654

Destruindo livros para construir uma mente artificial / The New Yorker

Destruindo livros para construir uma mente artificial / The New Yorker

No início de 2026, diversos livreiros de obras usadas dos Estados Unidos e do Canadá começaram a receber pedidos em massa de livros raros, especializados e de baixa demanda. Eram títulos sobre arquitetura, direito, história, ciências sociais, literatura ou até mesmo temas muito específicos, como o tratamento de águas residuais. Os pedidos vinham, por vezes, de sociedades de responsabilidade limitada com nomes pouco conhecidos, o que despertou a curiosidade dos vendedores. Uma investigação permitiu vincular parte dessas compras à Anthropic, a empresa responsável pelo Claude. Documentos judiciais revelados posteriormente revelaram a existência do *Project Panama*, uma iniciativa cujo objetivo era adquirir enormes quantidades de livros impressos para convertê-los em dados digitais destinados ao treinamento de modelos de IA.

A particularidade do procedimento é que se tratava de uma digitalização destrutiva. Os livros eram comprados fisicamente, tinham a encadernação removida e as páginas cortadas para facilitar o processamento; em seguida, passavam por uma digitalização industrial, enquanto o exemplar físico era descartado. O artigo explica que essa técnica não é totalmente nova: certas bibliotecas e departamentos de preservação digital também desmontam livros para obter uma digitalização mais rápida e eficiente. A diferença fundamental reside na escala e no propósito. A Anthropic pretendia obter milhões de páginas para alimentar seus sistemas de inteligência artificial. Em Princeton, por exemplo, optou-se deliberadamente por métodos de digitalização que permitem preservar os exemplares físicos, ainda que sejam mais dispendiosos.

#Bibliocídio #IA #Anthropic

via The New Yorker

Disponível em: https://www.newyorker.com/culture/the-lede/destroying-books-to-build-a-mind

O ABC da revisão sistemática da literatura: orientações metodológicas básicas para iniciantes / Quality & Quantity

O ABC da revisão sistemática da literatura: orientações metodológicas básicas para iniciantes / Quality & Quantity

(…) este estudo apresentou um guia introdutório sobre orientações metodológicas básicas e pontos-chave para a realização de RSL, especialmente para pesquisadores de áreas não relacionadas à saúde. Para tanto, foram selecionados 75 artigos que atendiam aos critérios mínimos de qualidade, utilizando estratégias de busca sistemática. Foram discutidos sete aspectos principais da RSL: (1) desenvolvimento e validação do protocolo de revisão e das diretrizes ou normas de relato/publicação; (2) formulação de perguntas de pesquisa; (3) estratégias de busca sistemática; (4) avaliação da qualidade; (5) extração de dados; (6) síntese de dados; e (7) apresentação dos dados.

#RevisãoSistemática

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11135-020-01059-6

Operacionalização das funções de comunicação dos periódicos por meio de padrões de citação e dimensões locais / STI-ENID 2026

Operacionalização das funções de comunicação dos periódicos por meio de padrões de citação e dimensões locais / STI-ENID 2026

Este estudo preliminar operacionaliza as funções de comunicação de “ponte de conhecimento” (*knowledge bridging*) e “preenchimento de lacunas” (*gap-filling*) dos periódicos científicos, originalmente propostas por Chavarro et al. (2017). Com base em suas definições teóricas, associamos essas funções à nossa estrutura de pesquisa local (Di Césare & Robinson-Garcia, 2026) por meio das dimensões de produtores e receptores, mensurando-as com o uso de referências e citações locais ou globais extraídas de artigos do OpenAlex. Nosso objetivo é identificar empiricamente periódicos que atuam como pontes de conhecimento e aqueles que preenchem lacunas, tanto dentro quanto fora do *mainstream*. Os resultados sugerem que a vasta maioria desses periódicos situa-se fora do *mainstream*. Os perfis temáticos de suas referências e citações validam nossas operacionalizações geográficas. Os periódicos de preenchimento de lacunas pertencem predominantemente às Ciências Sociais locais fora do *mainstream*, enquanto, entre os periódicos de ponte de conhecimento fora do *mainstream*, destacam-se as Ciências da Saúde. Essas constatações em nível de domínio corroboram as funções teóricas dos periódicos de servir, respectivamente, como veículos para a publicação de conhecimentos negligenciados pelo *mainstream* e como pontes entre o conhecimento do *mainstream* e as comunidades locais.

#Periódicos

Disponível em: https://digibug.ugr.es/handle/10481/115540

A evolução da coautoria na Ciência Política brasileira: tendências temporais e padrões de gênero / Revista de Sociologia e Política

A evolução da coautoria na Ciência Política brasileira: tendências temporais e padrões de gênero / Revista de Sociologia e Política

Resultados: A média de autores por publicação passou de 1,04 em 1999 para 1,96 em 2025, crescimento de 88%. Ambos os periódicos levaram 17 anos para superar a marca de dois autores por trabalho. A autoria individual permanece predominante (65%), seguida por duplas (22%) e trios (9%). Mulheres correspondem a apenas 29% das primeiras autorias. Não há diferença estatisticamente significativa no nível médio de coautoria entre homens (1,58) e mulheres (1,53). Discussão: O crescimento da coautoria na Ciência Política brasileira acompanha tendências internacionais e reflete a combinação de desenhos de pesquisa mais complexos, maior sofisticação metodológica e pressões institucionais por produtividade. No que diz respeito ao gênero, o dado mais relevante não é a ausência de diferença na intensidade da coautoria, mas o que ela revela: as mulheres colaboram tanto quanto os homens, o que desloca a desigualdade para etapas anteriores da trajetória acadêmica, manifestando-se na sub-representação na primeira autoria.

#Coautoria #Gênero #ProduçãoCientífica

Disponível em: https://doi.org/10.1590/1678-98732434e011

Introdução à Divulgação Científica para Bibliotecários / Aprende-CI

Introdução à Divulgação Científica para Bibliotecários / Aprende-CI

O curso aborda os fundamentos da Ciência, Comunicação Científica e Divulgação Científica e apresenta um panorama e as tendências da pesquisa na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Apresenta os canais e fontes de informação e estratégias para o planejamento, execução e avaliação de produtos e serviços de divulgação científica no contexto das Bibliotecas, com foco nas Bibliotecas Universitárias.

#Cursos #DivulgaçãoCientífica

via Aprende-CI

Disponível em: https://pedroandretta.info/cursos/cursosabertos/introducao-a-divulgacao-cientifica-para-bibliotecarios/

Lançada nova edição da Divulga-CI

Lançada nova edição da Divulga-CI

Editorial: “Arquivos, bibliotecas e museus na Agenda 2030: contribuições para o desenvolvimento sustentável”, por Guilhermina Terra
Entrevista: Gabriel Felipe Cotta Cirino, Gabriela de Carvalho Cafruni, Isledna Rodrigues De Almeida, Lisonete da Silva Lira e Mário das Graças Carvalho Lima Júnior
Perspectiva: Alejandra Saladino, Ana Paula Alves Soares, Angerlânia Rezende e Thais Lima Trindade
Na foto: Grafite no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, Campus Salto
Fotografia: Pedro Ivo Silveira Andretta

#RevistasCI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/category/v-4-n-09-set-2026/

Estudo revela que a IA agora intermedia um terço da descoberta de informações acadêmicas / Research information

Estudo revela que a IA agora intermedia um terço da descoberta de informações acadêmicas / Research information

Entre as descobertas mais significativas do relatório está o fato de que um em cada dez pesquisadores agora inicia sua busca por informações diretamente em ferramentas de IA, enquanto outros 25% começam com mecanismos de busca gerais, onde as respostas geradas por IA estão cada vez mais integradas. Essa mudança é ainda mais acentuada entre pesquisadores em início de carreira e aqueles que trabalham em ambientes corporativos, onde a proporção de pesquisadores que começam com ferramentas de IA dobra.

O estudo também destaca a incompreensão generalizada sobre o papel que a IA desempenha atualmente na descoberta acadêmica. De acordo com as conclusões, 40% dos pesquisadores acreditam que os resumos gerados por IA em mecanismos de busca foram criados ou selecionados por humanos, percentual que sobe para 46% entre os estudantes. Bibliotecários relataram que os usuários estão solicitando cada vez mais artigos inexistentes, após serem direcionados a referências falsas geradas por sistemas de IA.

#RecuperaçãoDaInformação #IA #PráticasInformacionais

via Research information

Com a disparada dos empréstimos digitais, bibliotecas de Los Angeles voltam-se para a educação sobre IA / Yale News

Com a disparada dos empréstimos digitais, bibliotecas de Los Angeles voltam-se para a educação sobre IA / Yale News

Em meio à queda na circulação de obras físicas de não ficção, bibliotecários da Biblioteca Central da Biblioteca Pública de Los Angeles (LAPL) estão mudando o foco para a alfabetização digital e ajudando jovens a identificar desinformação gerada por IA. (…)

À medida que os estudantes migram cada vez mais das páginas impressas para as telas digitais em suas pesquisas, os espaços físicos das bibliotecas não apenas continuam existindo, mas evoluem ativamente para atender às demandas de novos métodos de pesquisa.

“Estamos assumindo muito mais serviços sociais do que as bibliotecas tradicionalmente faziam”, afirmou Charles. “Os usuários chegam com uma necessidade, e nós queremos ajudar.”

via Yale News

#BibliotecasPúblicas #ProdutosEServiços #Tendências

Disponível em: https://yaledailynews.com/sjp/2026/stories/as-digital-checkouts-soar-los-angeles-libraries-pivot-to-ai-education

É possível resistir às big techs / Folha de S. Paulo

É possível resistir às big techs / Folha de S. Paulo

O problema, claro, não é a tecnologia, mas o modelo de negócio que depende de capturar, fragmentar e triturar a atenção humana para vender publicidade. Os trágicos resultados do Pisa de 2025 mostram, pela primeira vez, uma queda histórica global no desempenho em leitura. O relatório da OCDE relaciona parte da queda à perda de foco e atenção e à dificuldade dos jovens em lerem textos mais longos e em persistir em tarefas escolares mais complexas.

Da mesma forma, o modelo de negócio da inteligência artificial, que promete automação em massa, vai amplificar crises e criar outras. Um relatório recente da Anthropic simula três cenários econômicos até 2030: em todos eles, a economia cresce enquanto os salários de trabalhadores do conhecimento estagnam ou caem. Nas três simulações, quase todo o ganho de produtividade vai para o capital, com taxas de desemprego chegando a 12% nos EUA.

via Folha de S. Paulo

#BigTechs

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/e-possivel-resistir-as-big-techs.shtml

Quem produz o conhecimento: equidade e educação no Brasil que queremos / Jornal da Ciência

Quem produz o conhecimento: equidade e educação no Brasil que queremos / Jornal da Ciência

A desigualdade brasileira não é efeito colateral do desenvolvimento, é a sua estrutura. O país registra coeficiente de Gini em torno de 0,55, com o 1% mais rico detendo 25% da renda nacional enquanto metade da população fica com 9%. O racismo é a pedra angular dessa arquitetura, e sua face mais cruel é a violência: das quatro mulheres assassinadas por dia no Brasil, três são negras, e uma pessoa trans é morta a cada dia e meio, com vítimas majoritariamente negras e jovens.

Essa estrutura atravessa a própria ciência. Apenas 12% dos bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq são pretos ou pardos, num país em que essa população é 55,5% do total. A UnB tem dois professores indígenas depois de trinta anos de debate sobre diversidade. Passaram-se 45 anos desde que o Movimento Negro Unificado pediu uma ciência a serviço das etnias oprimidas, e o desafio permanece. Como sintetizou Nilma Lino Gomes no ciclo, toda inovação carrega valores, e a pergunta que importa é quais valores estamos colocando no centro.

#Educação #CiênciaBrasileira

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-quem-produz-o-conhecimento-equidade-e-educacao-no-brasil-que-queremos/